Paraisópolis · Minas Gerais · 960 m
Da inversão do ciclo da videira ao inverno seco e ensolarado: vinhos de altitude com estrutura, frescor e identidade. Um legado de família que atravessa gerações.
A técnica
Também chamada de poda invertida, é uma técnica vitícola desenvolvida no Brasil. Ela inverte o ciclo natural da videira por meio de duas podas anuais, transferindo a colheita do verão quente e chuvoso para o inverno seco, ensolarado e de grande amplitude térmica — quando as uvas atingem maturação plena com sanidade superior.
Os cachos que amadureceriam no verão são removidos. A planta cresce sem frutificar e se prepara para o ciclo seguinte.
Estimula a brotação dos ramos férteis, que darão origem aos cachos da safra de inverno.
Clima seco e noites frias garantem cascas mais grossas, maior concentração de açúcares e taninos, e acidez equilibrada.
A origem
A pesquisa pioneira começou no início dos anos 2000, com o pesquisador mineiro Murillo de Albuquerque Regina, então na Epamig. De volta do doutorado na França, ele percebeu que o inverno da região cafeeira do Sul de Minas reunia condições muito semelhantes às necessárias para uvas viníferas sadias e aptas a vinhos finos.
Hoje, Murillo Regina é sócio do Grupo Vitácea Brasil — o maior viveiro de viticultura do país, fundado em 2001, que fornece a grande maioria das mudas de dupla poda e presta consultoria e vinificação aos produtores. A Vinícola Joanna Sabbadini conta com a assessoria da Vitácea Brasil e do próprio criador da técnica.
A Dupla Poda é praticamente exclusiva da viticultura tropical e subtropical brasileira. Em países tradicionais — França, Itália, Argentina, Chile — o ciclo da videira já coincide com o verão seco, dispensando a manipulação. Foi a engenhosidade brasileira que viabilizou vinhos finos de inverno nas regiões de altitude do Sudeste.
Nossa história
A Vinícola Joanna Sabbadini é, antes de um empreendimento, um legado. Ela nasce do desejo de construir uma herança viva para os descendentes de Ana Alice — ítalo-brasileira nascida em 20 de abril de 2022, devidamente reconhecida e ligada à sua história. Cada videira plantada em Paraisópolis é um capítulo dessa herança que atravessará gerações.
O nome homenageia Joanna Sabbadini, trizavó de Ana Alice, e através dela todas as mulheres que, ao lado de seus maridos e familiares, deixaram Bianzè, no Piemonte, e imigraram para o Brasil no final do século XIX. Foi uma história de coragem — muito conhecida e registrada — que começou na travessia, seguiu rumo ao interior de São Paulo, onde Joanna se uniu em matrimônio a Egydio Emiliano Goria, e deu início a uma vida de luta e construção que viria a culminar em Paraisópolis. Dar o nome dela à vinícola é celebrar a força das mulheres na imigração e nas lutas — as que passaram e as que ainda virão.
A vinícola está em construção, com boa parte dos vinhedos já plantados: varietais europeus de Vitis vinifera cultivados a 960 metros de altitude, sob a técnica da Dupla Poda e com a assessoria do Grupo Vitácea Brasil e de Murillo de Albuquerque Regina. Somos associados à Anprovin — a Associação Nacional de Produtores de Vinho de Inverno —, parte do movimento que projeta o vinho de inverno brasileiro no país e no mundo. Daqui virão os primeiros vinhos de inverno da família: autorais, de altitude e carregados de história.
Nossos vinhedos
Castas europeias de Vitis vinifera selecionadas para o terroir de Paraisópolis.
Dia a dia
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